[22.março.2008]

diz que veio daqui ...

1. és homem ou mulher? pablo & andrea.

2. descreve-te. center of gravity.

3. o que pensam as pessoas de ti? upside-down.

4. como descreves o teu último relacionamento? ashes on the ground.

5. descreve o estado actual da tua relação. shadows.

6. onde querias estar agora? stockholm syndrome.

7. o que pensas a respeito do amor? you can have it all.

8. como é a tua vida? getting lost.

9. o que pedirias se só pudesses ter um desejo? happiness is a warm gun.

10. escreve uma frase sábia. today is the day.


... e vai para ali.

[6.março.2008]

um dia destes ainda volto a este blog para fazer um post em condições.

[27.janeiro.2009]

já conhecia o original mas esta adaptação é genial:



homer every day from noah k. on vimeo.

[18.janeiro.2009]

a ocupação desta vez não foi física. não houve muros destruídos nem pessoas famintas. ocuparam-nos a mente. sitiaram o único lugar onde as pessoas ainda se sentiam seguras: nos seus pensamentos. destruíram tudo e semearam o medo. ninguem pareceu notar.



[16.janeiro.2009]

e partiu.

[11.janeiro.2009]

longe de ser o meu jornal de eleição, descobri hoje (por mero acaso) esta reportagem. apesar de só ter lido por alto parece-me interessante e quis partilhar. aqui fica: um mês com o salário mínimo.

[26.dezembro.2008]

life is not what it's supposed to be. it's what it is. the way you cope with it is what makes the difference.

virginia satir

do que a vida é ao que queríamos que fosse vai uma distância enorme. tão grande que muitos homens caem nesse vazio e nunca se tornam a encontrar. cada vez mais sinto o quanto estas expectativas, o lidar com a vida em função do que queríamos que ela fosse, nos impede de apreciar o que vida tem para nos dar.
arrisco-me a dizer que a maioria das pessoas se rege por esta máxima. apreciar o que a vida nos dá em comparação com o que queríamos que fosse é algo que parece bastante enraizado em nós mas desconheço o porquê. passamos o tempo a exigir da vida o impossível. quero ser mais bonito, mais inteligente. quero que aquela pessoa goste de mim. que todos os problemas se vão embora. como se a vida e o que nela sentimos não fosse natural. como se fosse algo estranho à nossa condição humana. negamos no fundo aquilo que somos e insistimos em viver um eu não real.
mas depois a realidade chama. nasce a frustração. porque é que tudo não pode ser mais fácil pensamos. talvez devêssemos fazer a pergunta de outra forma: porque é que não aceitamos que a vida é difícil?
como podes ser feliz se achas sempre pouco o que a vida te dá?

[26.dezembro.2008]

não há para onde fugir.
os grandes caralhos andam aí.
irão foder o que lhes vier à frente.
ponham-se a pau.

democracia de harold pinter


[26.dezembro.2008]

um homem desconhecido escreveu-me uma carta. o homem desconhecido não me falava da europa, nem de moisés, nem dos grandes ou pequenos profetas, nem do imperador da rússia, nem do seu temível antecessor, o czar ivan, o terrível. não falava do presidente da câmara, nem do vizinho sapateiro, nem da cidade próxima, nem das cidades longínquas; e também a floresta, com as suas muitas corças, onde me perco todas as manhãs, não é mencionada na carta. também não me diz nada sobre a sua mãezinha ou sobre as irmãs que certamente se casaram há muito. talvez a sua mãezinha também tenha morrido, senão como seria possível não encontrar qualquer referência a ela numa carta de duas folhas! mostra ter uma confiança muito, muito maior em mim; trata-me como um irmão, fala-me da sua miséria.

rainer maria rilke em histórias do bom deus

este livro toca-me muito para além do explicável. toca-me naquilo que é apenas meu. e será que as idiossincrasias valem a pena serem explicadas? uso-o como tributo. a um dos poucos que escreveu para além da miséria que via no seu umbigo: harold pinter.

[15.dezembro.2008]

so wake up run your lips across your fingers till you find
some scent of yourself that you can hold up high
to remind yourself that you didn't die
on a day that was so crappy whole and happy you're alive

you're in the bathroom carving holiday designs into yourself
hoping no one will find you but they found you
and they took you
and you somehow survived

so wake up and if the holidays don't hollow out your eyes
then press yourself against whatever
you find to be beautiful and trembling with life
because i'm so happy you didn't die

para a a.

(neutral milk hotel)